DOENÇA DA CRENÇA

Salve as crianças da fome
Que sofrem porem não choram
Inocentes anjos vermívoros
Vitimas do sistema que os explora

Salve os moradores da calçada
Que para si nao tem mais nada
Para eles as portas estão fechadas
Tanto para saída quanto para entrada.

Salve aqueles que nao amam
Que com outros propósitos se enganam
Por nao terem o mais importante
Viverão infelizes eternamente.

Salve os trabalhadores braçais
Que trabalham tanto quanto ganham pouco
Seu futuro é igual o dos outros
Qual dor e sofrimento sao iguais
Que, empurrados pelo mesmo sopro
Também sao explorados demais.

Que a esperança seja viva
E que realmente exista
No interior de todos nós.
Que a união seja real
Para que passe todo mal
E venham dias melhores.

Que algum dia sejamos todos iguais finalmente
E seu Deus esteja com quem precisa realmente.



SOLIDÃO COMPARTILHADA

Tudo tem sua hora e todo destino tem seu caminho
A sua companhia não evita de me sentir sozinho
Me aproximo do seu corpo para diminuir o frio
E tentar preencher um espaço neste coração vazio

Meus sonhos se repetem todos os dias
Me sufoca aquela sensação inquietante
De não saber onde acaba a fantasia...
Porque você esta perto quando tudo esta distante?

Vejo os anos passando pela janela do escritório
As olheiras vão crescendo
Enquanto o café vai esfriando
Nesta gaiola cheia de gente me sinto solitário.


POEMA À MODA ANTIGA

Tu, estátua de carvão
Que suja a noite com teu beijo
Mostrarei que o conteúdo de um coração
É bem maior que o teu desejo.

Vou lavar a sua alma
Com a água mais suja
Te espancar com toda calma
Implorando para que não fuja.

Vou queimar as suas fotos
Já não sei mais quem tu és.
Cegar os seus olhos
Com a lama dos meus pés.

Deitar seu corpo nos detritos
Respirar o pó de seus cabelos
Rasgar os seus escritos
Invadir seus pesadelos.

Me alegrar com a tristeza mais pura
E borrifar em ti o perfume da loucura!