SOTURNO

O silencio
Desce as escadarias
Do seu palácio
Silenciosamente...
Suspira sem saber
Que sofrer é ser
Solitário e só

Assovia o som da sinfonia
Insano e suspeito
São e salvo
Sob o escuro
A sangrar simplesmente
A descer lentamente.

VIOLÊNCIA

Os espinhos que se enroscam
Nas gargantas são seus dentes

Violência

Exterminam eternamente
Culpados e inocentes

Violência

Progredindo com a ciência
Acabará com tudo na terra

Violência

E a alma sem essência
O seu fim apenas espera

Violência

Na discórdia de suas crenças
O fim de tudo é uma guerra

Violência

O coração que se instala o mal
É apenas um passo para o caos
A violência é seu final.