ODIOS HODIERNOS

A guerrilha se reúne para celebrar a liberdade
Os punks anarquizam o sistema com suas carteiras de identidade
Os detentos quebram as paredes do cárcere e queimam seus colchões
Eles são os problemas e exigem soluções

Avança sobre o povo o leão sanguinário
E neles se atira em ímpetos revolucionários
O ódio se levanta sobre os muros gigantes
Invade as casas e violenta inocentes

A população se esconde com medo
São seus próprios prisioneiros
Os prédios enormes engolem seus espólios
Aquelas mãos que impunham armas agora apertam botões

Pois tudo é mecânico e aos poucos vai se acabando
Os androides festejam a guerra tecnotronica
Seres metálicos ébrios de óleo
Que fazem as engrenagens do mundo seguirem rodando.

TUBAO DE DETERGENTE

Um duende desceu da lua
Quando eu me achava ausente
E tentou me raptar
Com seus pérfidos presentes

Mas o mar em tempestade
Me carregou de volta a razão
Me desfazendo de seus embustes
Disse logo que não

Mas a carne é fraca
Voce sabe oque estou dizendo
Mudando logo de ideia
Tomei todo seu veneno