Catavento girofásico nas areias de Chernobyl
Procurando o inicio do começo de onde o preludio surgiu.
Tudo café-com-leite liquisólido
No rádio do giroflexo dos espelhos.
O sino toca e os manequins viram os olhos
A espera de seus herdeiros pentelhos.
Abandonado na camara de gás do parlamento
Desce pelo ralo e corre pelos canos do tempo.
Dos templos das putas sacrificadas na lareira
Não restam semem nem centelha.
Acasalam-se os loucos nos becos
Usando qualquer afeto que acharem nos cestos
Desta feira de amores e fabulas.
Na faringe o açúcar, na laringe o sal, na boca a água.
No tabuleiro capital onde rainha monta no peao
A elite copula com os lucros do estado.
Lucidências pululantes, os dentes caricatos
E os metaplásticos não impressionam esse delirante cidadão.
Brincolóquios infantis nas ogivas domingueiras,
Soniferos nos tubos venosos do sul.
As alças das jaquetas do punk não são como as calças do nú.
Microfarros catatonicos rezam nos buracos do planalto
Carregando pacotes de demonios e almas.
Meu corpo alcodélico na nuvem corrosiva da tua boca.
No abismo das montanhas os pássaros batem palmas.