O mal sobrevoava a cidade com as asas da maldade
Sua sombra trazia o ódio que guardava
Um hino atravessava as grades.
E o povo que gritava rapidamente se aglomerava
- Matem! Matem! Gritava a multidão
- Matem! Matem! Ecoava pelos corredores da prisão
E ele olhava pelo buraco da parede
A multidão gritando com sede
"Eis me aqui! Pobre homem escolhido a dedo
Tão jovem a morrer cedo!"
- Matem! Matem! O povo gritava
- Matem! Matem! De longe se escutava
O fogo vai escalando a prisão
O demo traz a morte nas mãos
A cela toda era uma escura caverna
Onde tudo era dor e treva eterna
- Matem! Matem! Bradava o povo
- Matem! Matem! E o condenado pedia socorro
Vendo que não havia mais saída
Ele aceita morrer
De que adianta a sobrevida
Se não se pode viver?
- Matem! Matem! Era o que eles diziam
- Matem! Matem! E o condenado morria
O mundo se arde na maldade
Quando o diabo faz o que o povo diz
No crepúsculo daquela tarde
Rolou a cabeça do infeliz!
[Sim, é uma letra de musica]