POEMA À MODA ANTIGA

Tu, estátua de carvão
Que suja a noite com teu beijo
Mostrarei que o conteúdo de um coração
É bem maior que o teu desejo.

Vou lavar a sua alma
Com a água mais suja
Te espancar com toda calma
Implorando para que não fuja.

Vou queimar as suas fotos
Já não sei mais quem tu és.
Cegar os seus olhos
Com a lama dos meus pés.

Deitar seu corpo nos detritos
Respirar o pó de seus cabelos
Rasgar os seus escritos
Invadir seus pesadelos.

Me alegrar com a tristeza mais pura
E borrifar em ti o perfume da loucura!


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