A preguiça exercia um intenso magnetismo sobre sofás, divãs, sombras de arvores, redes, camas e afins. Pra piorar era domingo e mal se ouvia barulho de pessoas.
Com os olhos fechados ele se pergunta ate quando a gasolina vai subir, se um dia seu salario vai subir, como a gente faz quando quer sumir, que dia as visitas vão partir, se quando morrer ele vai pro céu e uma outra voz (quem será?) responde que sim, pois a nossa alma é um balão inflável que se explode quando chega perto do sol.
Ele dá uma tacada e desiste pensando rimado: "Não preciso disso pra viver mas se pudesse eu viveria, ser boia-fria de escritório não é bem oque eu queria". Eu disse pra ele que se todos fossem oque quisessem o mundo não teria graça nem psicotrópicos nem psicólogos.

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