CATIVO NATIVO

Há uma maquina fonofóbica
A rugir nas escuras fabricas
Há um ódio acumulado
Quanto a vida do operário
E seus atos repetentes
Fazem com que essa raiva aumente.

Esses trabalhadores zumbis
Se confundem com o maquinário
São pequenos cacos de vidro
Sujos e empoeirados.

A grande vidraça se estende e reluz
E quem a vê lhe acha bela
Mas essa beleza se traduz
Na miséria que se espelha nela.


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